O funeral do passarinho
O gato amarelo matou o passarinho de Davi que prometeu no momento da raiva doa lo. Fomos até a pracinha do bairro enterrar o delicado bichinho com suas poucas gramas. Enrrolado num pano como fazem os árabes que enrolam os mortos em um lençol branco. Tirei o celular do bolso e providenciei a Marcha Funebre de Chopin. Enquanto cavavamos uma cova com gravetos e casca dura de semente. Levantei e fiz duas saudações como manda a lei dos aristocratas enquanto ele cobria de terra. Quase uma lágrima caiu. Fomos passear noutra praça, afinal era sábado.
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