Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) de Glauber Rocha por Mauriti Cunha

 Cinema: Análise Crítica de Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha por Mauriti Cunha 


Marco do cinema nacional, "Deus e o Diabo na Terra do Sol" de Glauber Rocha completa 55 anos e conta do nordeste pós Virgulino o Lampião, da aridez, da vingança, das injustiças, da tirania, da violência. Mas há uma esperança no amplo e causticante cenário, uma flor em meio as desgraças e pobreza,  Rosa (Yoná Magalhães no esplendor de sua beleza). A força e a fragilidade do homem se revela em uma guerra sem fim. O filme tem momentos terríveis como o de uma criança sacrificada por um padre mas há o momento sublime, o beijo de Rosa no cangaceiro representado por Othon Bastos ao som das Bachianas no 5 de Villa Lobos interpretado por Bidu Sayão. Recomendo aos estudantes das artes, em específico para quem quer entender o cinema brasileiro. O movimento da camera é tbm inédito ao tempo desse filme, cria em quem esta assistindo uma sensação de que está a caminhar junto dos personagens. Bom filme! @mauriticunha 


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