Antígona de Sófocles (468 a.C)Έρωτα ανίκητε στη μάχη(O Amor é invencível nas batalhas)
Antígona de Sófocles (468 a.C)
Έρωτα ανίκητε στη μάχη
(O Amor é invencível nas batalhas)
O verdadeiro conhecimento tem como premissa a humildade de saber ver e ouvir. Aos que dizem que a sabedoria Clássica e a concepção original de Aristocracia está morta e não é mais aplicável aos dias de hoje eu pergunto: No que os anseios dos homem das cavernas diferem dos nossos anseios contemporâneos? Desejavam o mesmo que a maioria de nós ainda desejam. Alimento, saúde, progenia, um lugar para se abrigar do frio e da noite, uma explicação para seus temores sobre tudo o da morte. E por fim, o direito de enterrar seus mortos...
Há verdades atemporais. As perguntas são as mesmas e as possíveis respostas não são tão diferentes desde o início da humanidade.
Ficou estabelecido que governariam Tebas em regime de revezamento os irmãos Eteócles e Polinice, cada qual por um periodo determinado e como ministro geral o tio Creonte. Acontece que, passado o período de governo Eteócles o guerreiro não cedeu lugar ao seu irmão Polinice o justo, que convoca guerra pelo direito de governar. A violenta guerra se acaba com a morte dos dois em combate. E o ministro geral, tio dos príncipes de Tebas assume o governo revelando seu caráter despótico ao decretar que seu sobrinho Polinice estava condenado a nunca ser enterrado e a perecer ao relento.
É nesse instante que a peça de categoria Trágica se inicia com Antígona dialogando com a sua irmã Ismenia como fariam para enterrar seu irmão Polinice, mesmo que isto significasse insurgir-se contra o tirano Creonte.
Ismenia pondera sobre a confusão que pode se estabelecer. (Não façam leitura fácil de Ismenia, ela representa a guardiã da lei e da ordem).
Já Antígona desafia a concepção positivista de norma, invocando regras do direito a dignidade da pessoa e também de sua memória e toma sua posição clara de desafio. Sua ação deve ser avaliada num contexto, onde à mulher não era deferido o uso da lei, num ambiente de poder masculino.
O desfecho se dá pela condenação a morte de Antigona que cumpriria a lei da dignidade humana mesmo que tivesse que cavar sozinha uma cova ao lado da outra, uma para o irmão e outra para ela. Ismenia oferece ir no lugar de sua irmã e tenta se disfarçar de Antígona oferecendo se em sacrificio.
Creonte o tirano cercado de tragédias perde o filho e a mulher. Aquele que perde a humanidade e a capacidade de se colocar no lugar do outro só percebe a dor o amor e a verdadeira justiça qdo acontece com os seus..
E por fim todos os personagens, talvez com exceção de Creonte são desdobramentos de seus pares e contrapostos de virtudes e caracteristicas, conservador x revolucionário e por ai vai.
2500 anos de uma sabedoria vista, relida, estudada e inspiradora penso eu que pelo menos até tornarmos humanos no verdadeiro sentido do termo.
Autoria de Mauriti Cunha - Blog: Os deuses me disseram.
(Proibido remover autoria)
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