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Mostrando postagens de abril, 2021

Série Biografias: Ditadura Nunca Mais Elke Maravilha

Detida e levada ao Dops depois de rasgar cartazes de "desaparecidos" da ditadura aos gritos de assassinos no aeroporto do Galeão no RJ.  "Eu cantava, dançava, organizava desfiles, apresentações, declamava, maquiava e enfeitava as detentas, passava batom pra elas se alegrarem... Lembro de uma de 13 anos, uma de 15, e uma com o rosto cadavérico, tinham chutado na barriga pra ela perder o bebe...Nos interrogatórios eu falava de  Sócrates de Platão...Sócrates foi condenado a beber veneno, e eu queria ter a honra de morrer como meus heróis. Levei um tapão. Eles não me entendiam, não tinham onde me enquadrar! Nessa hora, nesses lugares vc não pode ser linear. Perdi a nacionalidade brasileira e virei apátrida. No 6o dia não sabiam mais o q fazer comigo e me soltaram." Elke Maravilha  Elke era modelo, artista, estudante de medicina e filosofia a época, falava 8 idiomas. Amiga e modelo da estilista Zuzu Angel que foi morta e teve seu filho morto pela ditadura. #DitaduraNunca...

Série Biografias: Barão do Rio Branco - Em 20 de abril comemora-se o Dia do Diplomata

Série Biografias: Barão do Rio Branco - Em 20 de abril comemora-se o Dia do Diplomata. O decreto 66.217, de 17 de fevereiro de 1970, é uma homenagem ao nascimento do patrono da diplomacia brasileira, José Maria da Silva Paranhos Junior (1845-1912), o Barão do Rio Branco. Seu pai Visconde do Rio Branco bem como o barão serviram ao Império do Brasil e José Paranhos notável saber do direito, comércio e cultura continuou servindo a República na pasta Negócios Estrangeiros sendo o mais relevante dos chanceleres. Com sua prodigiosa inteligencia conseguiu delimitar as disputadas fronteiras brasileiras recorrendo seu prestigio ao arbítrio internacional. Negociou a aquisição do Acre, evitou a internacionalização do Rio Amazonas e logrou diversos êxitos e avanços no campo do comércio exterior, da legislação internacional e  no destaque do Brasil no cenário internacional. Patrono do Itamaray, a escola de formação leva seu nome Instituto Rio Branco. O nosso Barão do Rio Branco é personalidade ...

Série biografias: Elza Soares

'Um dia descobri que cantava. O meu filho mais velho João Carlos estava morrendo e eu já tinha perdido 2 filhos e não queria perder mais um. Eu não tinha dinheiro pra cuidar do meu filho e ouvi no rádio que o programa do Ary Barroso de calouros Nota 5, estava com o prêmio acumulado. Não sei como, mas eu sabia que ia buscar esse prêmio! Fiz a inscrição e me avisaram que eu precisava ir bonita. Mas eu não tinha roupa nem sapatos, não tinha nada! Então, eu peguei uma roupa da minha mãe, que pesava 60kg e vesti, só que eu pesava 32kg, já viu né? Ajustei com alfinetes. Tudo bem que agora é moda ne? Hoje até a Madonna usa, mas essa moda aí fui eu que comecei viu? Alfinetes na roupa é muito meu, é coisa de Elza! No pé coloquei uma sandália que a gente chamava de “mamãe tô na merda”, e fui! Quando me chamaram, levantei e entrei no palco do auditório. O auditório tava lotado, todo mundo começou a rir alto debochando de mim Seu Ary me chamou e perguntou: _ O que você veio fazer aqui? _ Eu vi...

Le Ballon Rouge de Albert Lamourisse - 1957

Le Ballon Rouge de Albert Lamourisse - 1957,  um curta parisiense que me faz suspirar até hj.  O quanto a beleza, a pureza, a ingenuidade, e o amor, o estado de graça incomodam. Os felizes são sempre perseguidos e até destruídos. Mas os ventos conspiram a favor de quem aprecia as pequenas alegrias dando nos tantas outras.  Não fala só da nossa infancia mas de tudo q é leve, simples e bonito essa gracinha de menino parisiense e seu lindo balão vermelho. E assim aprendi a esconder meu balão vermelho, minha delicada felicidade da voracidade do mundo. Não por avareza, pois por mim eu alegraria o mundo todo com minha pequena alegria. Mas é q ela se tornou uma afronta no meio de tanta gente miserável, miserável da alegria pelas pequenas coisas.  Enquanto as pessoas estão vorazes e não encontram sua própria alegria eu escondo minha alegria para que não ofenda.  É que a busca dessa alegria não poder ser com ganancia, ela é dada aos mansos, aos q vão pé por pé.  Ess...